segunda-feira, 24 de maio de 2010

## Video de pit bulls ##

Inibição da mordida
A inibição da mordida é um tema que o dono comum não equaciona no ensino do seu cão. Quando o seu cachorro lhe mordisca a mão, a roupa, os sapatos, etc., as reacções comuns são: empurrar o cão e dar um berro "NÃO" ou dar uma palmada no cão e dar um berro "NÃO". Bem isto eventualmente irá resultar, mas a melhor maneira de inibir a mordida do seu cão é utilizando o castigo negativo.
Antes de falar acerca do que se deve fazer eu gostaria de afirmar que os cães precisam de morder e dessa forma aprender a controlar a força que fazem quando mordem. É muito vulgar ver brigas de cães onde existe muito barulho, corpos emaranhados e no final baba espalhada pelos seus corpos e não existe nem um único furo, nem uma dentada foi com força suficiente para ferir o outro cão. Isto acontece porque os cães aprenderam a controlar a força das suas dentadas (boa inibição da mordida), seja através de brincadeiras com outros cães durante a sua infância e adolescência ou seja através de brincadeiras com os seus donos. Não deixar o cão morder nada durante a sua infância é uma receita fatal para ter por exemplo um Retriever do Labrador que quando uma criança lhe pisar o rabo inadevertidamente lhe dará uma dentada bastante feia e a precisar de cuidados de saúde. A raça do cão não é relevante para a gravidade da dentada, talvez o tamanho seja, mas por vezes é bastante relativo. Por isso é bom jogar jogos de morder com o seu cão desde que existam algumas regras consistentes durante essas actividades. Por exemplo que ele largue o brinquedo quando você o diz... e se não o fizer pare a brincadeira durante dois minutos, ou que ele não acerte as dentadas na suas mãos e se o fizer pare também durante dois minutos. Mostre ao cão que existe um brinquedo que ele pode morder para brincar, e que as suas mãos e as suas roupas são muito frágeis.
O que deve fazer é quando o cão morde as suas mãos com mais força do que aquilo que considera aceitável diga "ai", saia da divisão da casa em que se encontra com o cão e deixe-o sozinho durante dois minutos, depois volte e comporte-se como se nada fosse. Faça a mesma coisa com as suas roupas.
Vai ver que ele para que a brincadeira não pare vai inibir a sua mordida e ser muito gentil quando lhe morde as mãos, mas não torne as suas mãos no brinquedo de morder.

##Confinamentos ... aprender a estar só! ##

Confinamentos ... aprender a estar só!
Educar com sucesso um cachorro envolve ensinar-lhe a estar sozinho através do seu confinamento. Isto previne maus comportamentos e estabelece bons hábitos desde o principio. Quando está fisica e mentalmente ausente, prenda o seu cachorro para prevenir comportamentos desajustados e aprender a estar só.Quanto mais confinar o seu cachorro ao seu pátio de interior ou divisão, durante as primeiras semanas em casa, mais liberdade desfrutará enquanto cão adulto para o resto da sua vida. Quanto mais depressa aderir ao programa de confinamento mais cedo o seu cão estará com boas maneiras e preparado para estar sozinho. E com um beneficio extra, o seu cachorro aprenderá a estar sossegado, calmo, calado e feliz.Quando não está em casa:Mantenha o seu cachorro preso num pátio de interior, cozinha ou casa de banho. Esta passará a ser a área de confinamento de longos periodos, que deverá incluir:1. Uma cama confortável;2. Uma taça de água fresca;3. Brinquedos de encher cheios de comida;4. Uma casa de banho (quadrado de relva por exemplo) no canto mais afastado da sua cama.Obviamente o seu cachorro sentirá necessidade de ladrar, roer e eliminar durante o dia, por isso deverá ser deixado num sitio onde poderá satisfazer as suas necessidades sem causar nenhum estrago ou aborrecimento. O seu cachorro provavelmente eliminará o mais afastado possivel da sua cama... na sua casa de banho. Ao remover todos os artigos que possam ser roidos da área, à excepção dos brinquedos de encher de comida cheios, fará do roer um hábito saudável e direccionado para o objecto apropriado.O objectivo do confinamento de longos periodos é:1. Confinar o cachorro numa área onde o roer e as necessidades são aceitáveis, para que o cachorro não cometa erros pela casa;2. Maximizar a probabilidade do cachorro usar a casa de banho apropriada;3. Maximizar a probabilidade do cachorro roer apenas os brinquedos apropriados;4. Maximizar a probabilidade do cachorro aprender a estar só de forma calma, sossegada e feliz.Quando está em casa:Faça sessões de brincadeira e treino curtas a cada hora. Se não consegue tomar completa atenção ao seu cachorro, brinque com ele dentro da área de confinamento de longos periodos, onde ele poderá fazer as necessidades de forma adequada e existem brinquedos. Por periodos não superiores a uma hora de cada vez, prenda o seu cachorro numa transportadora (área de confinamento de curtos periodos). A cada hora, liberte o seu cachorro e rapidamente leve-o até ao sitio que quer que faça as necessidades. A área de confinamento de curtos periodos deverá incluir uma cama confortável e brinquedos de encher de comida cheios.É muito mais fácil observar o cachorro se ele estiver sossegado num sitio. Poderá levar a transportadora para a divisão onde estiver de forma a estar ao pé de si. Se não gostar da ideia de prender o seu cachorro dentro da transportadora, poderá por-lhe uma trela e atá-la à sua cintura.O objectivo do confinamento de curtos periodos é:1. Confinar o cachorros a uma área onde o roer é aceitável para que ele não faça dos móveis os brinquedos de roer;2. Fazer do cachorro um brinquedo-dependente (uma vez que os brinquedos é a única coisa disponivel para roer)3. Ensinar ao cachorro a estar calmo por periodos;4. Prevenir necessidades pela casa;5. Prever quando é que o cachorro irá precisar de fazer as necessidades.
Os cães evitam naturalmente fazer as necessidades na sua cama, por isso um confinamento na mesma inibirá a dejecção e micção. Isto saignifica que o cachorro precisará de se aliviar quando for solto de hora a hora. Nessa altura você estará lá para lhe mostrar o lugar indicado, recompensá-lo por acertar e de seguida gozar de uma sessão curta de brincadeira e treino com um cachorro feliz... e vazio!

## Dentadas em crianças... afinal o que se passa?! ##

Dentadas em crianças... afinal o que se passa?!
Acontecem aproximadamente 1 milhão de dentadas de cães em cada ano nos Estados Unidos da América (EUA). Entre 60 a 70% destes são em crianças.Porque é que a maioria das dentadas são a crianças? Em 2007 foram feitos três pesquisas cientificas para enquadrar esse problema. Examinaram os registos de três anos de dentadas de cães envolvendo crianças da Behavior Clinic of the Matthew J Ryan Veterinary Hospital of the University of Pennsylvania. Observaram 111 casos de desntadas. ( No total foram observados 145 casos, no entanto não foi possivel determinar a idade das crianças envolvidas em 34, logo não foram incluidos na pesquisa.) Foram incluidos na pesquisa 103 cães diferentes, sendo que alguns estiveram envolvidos em mais de um caso.Os números que nos chamam à atenção são:
- 44% das dentadas a crianças com menos de 6 anos estiveram associadas à guarda do recurso valioso;- 23% das crianças acima dos 6 anos foram mordidas em associação à guarda do território;- Guarda da comida foi a causa de dentada em crianças da familia em 42% dos casos;- Em 53% das dentadas a crianças estranhas a guarda do território esteve na origem.São valores bastante significativos e reveladores. Quase metade dos casos de dentadas tiveram na origem a guarda de um recurso. Na realidade no resumo do estudo afirma-se que dos 103 cães, 61% revelaram problemas de guarda do recurso valioso e 59% agressividade aquando da implementação de medidas dispciplinares por parte dos donos (o estimulo do castigo positivo levava à agressividade).
Infelizmente não existem detalhes a respeito das medidas disciplinares, para entender a verdadeira ligação entre as dentadas e a educação.Sem estar a ser muito extenso, o que é que sabemos? Cães e crianças com menos de 6 anos não podem ser deixados sozinhos sem supervisão. Se pensarmos no número de coisas que podem ser guardadas como recursos valiosos pelo cão... são infinitas, então tem de haver muito cuidado.O que é a guarda do recurso? É um comportamento que é insignificante ou pouco aceite nos humanos, mas que nos cães é bastante vulgar e normal. O comportamento, como o nome indica, caracteriza-se por tentar manter algo valioso para ele. Se se pensar em termos evolutivos esta tendência é muito útil. Apenas recentemente, com a domesticação do lobo, e o aparecimento dos cães, tendo estes a comida sempre disponivel, é que se tornou um comportamento indesejado e nada útil para o animal, é aliás pouco favorável para ele.Dependendo do cão e do valor do objecto a ser guardado assim é o comportamento demonstrado, pode ir desde ficar tenso, colocar a pata em cima do objecto, rosnar, até morder. A maioria dos cães avisam ou demonstram não estar confortáveis com a partilha de alguns objectos muito antes de rosnar ou morder (por vezes anos antes), no entanto alguém sem conhecimentos não percebe estes sinais, muito menos crianças.Então e a questão das medidas disciplinares?? Lembre-se antes de mais que as crianças imitam os adultos, é a forma primordial de aprendizagem humana. Se as suas crianças o vêem a "disciplinar" poderão decidir fazer o mesmo, e isso poderá correr muito mal.Até porque disciplinar não é eficaz em termos de educação relacionada com a guarda de objectos valiosos, leva frequentemente para uma escalada de agressividade por parte do cão.Para além disto afirma-se na pesquisa também que 77% dos cães demonstravam algum grau de ansiedade, como através de comportamentos de procura de atenção, ansiedade por separação, perante barulhos e trovoadas e ansiedade generalizada. No entanto os donos não consideravam isto uma razão para procurar ajuda profissional, o que demonstra o fraco sentimento de responsabilidade e ligação com o cão.O que para mais nos desperta este estudo é para a previsibilidade de 600.000 dentadas por ano nos EUA, e claro que no resto do mundo. A supervisão de um adulto pode não ser a solução mas poderá prevenir muitas situações de agressividade por guarda do recurso.Dê ao seu cão uma educação positiva, preocupe-se com um crescimento saudável com as crianças, e procure ajuda profissional assim que detectar alguma alteração comportamental
... não se convença que está tudo bem quando não está.

## Mudar de vez o comportamento do seu cão! ##

Mudar de vez o comportamento do seu cão!
O seu cão anda a pô-lo doido? Leva com saltos, tudo roido, latidos, puxar na trela, etc, etc? Tudo ao mesmo tempo? Ou isso é apenas a ponta do iceberg?Aqui estão 6 coisas certas que pode fazer para mudar o comportamento do seu cão agora:Estabeleça regras consistentes - antes de começar seja o que for certifique-se que todos na familia estão na mesma página no que toca ao treino do cão. Nada no treino vai resultar a não ser que a familia inteira siga e aplique as mesmas regras. Organizem-se!! (É para mim a regra mais importante na educação de um cão!!)Recompense as coisas boas - sim, a essência do reforço positivo é reforçar os comportamentos que nós queremos que o cão ofereça com maior frequência. Mas estará afazer isso quando não está a "treinar"? Comece a recompensar o seu cão todo o dia, a educação de um cão dura 24 horas por dia, 365 dias por ano, e assim os comportamentos começarão a surgir mais vezes.Ignore as coisas más - se não é perigoso qual é o risco de ignorar o mau? Tente ignorar o comportamento indesejado e poderá extinguir-se naturalmente. Se não estiver preparado para assumir realmente esta posição o comportamento poderá não se extinguir.Intervalo - Se já não conseguen mais, firmemente e calmamente dê ao seu cão um intervalo. Escolha um sitio que pode ser a crate, ao contrário do que muita gente acha, e coloque o seu cão ai para um intervalo. Intervalos não são assustadores, negativos ou longos no tempo, o objectivo é o isolamento social, apenas por 30 segundos ou no máximo por 2 minutos. Torne clara para o cão a ligação entre o comportamento indesejado e o intervalo, com uma palavra por exemplo que pode ser "não" ou outra... não é para ser dita de forma autoritária ou alta. E aproveite para se acalmar a si própria/o.Exercicio - está a ver muitos comportamentos de euforia ou falta de controlo sobre a excitação? Então provavelmente o seu cão não está a ter exercicio suficiente. Os cães, especialmente entre os 6 meses e os 2 anos, necessitam de muito exercicio. Jogue com o seu cão, brinque com a busca do objecto, encontre um sitio onde o seu cão possa correr livremente de forma segura (Canidromo), alimentar o cão de objectos como o Kong, bola dispensadoras de comida, etc, e terá um cão cansado e sossegado e um dono feliz.Treino - este blog é de um treinador... já se estava mesmo a ver que isto ia surgir certo!? Mas o treino está nesta lista por uma razão. O treino é muito mais que ensinar ao cão comandos e novos comportamentos, um bom treino de cães ajuda a estabelecer uma comunicação eficaz entre o dono e o cão. Você irá aprender a "ler" os comportamentos do seu cão com mais eficácia e comunicar com ele também de forma mais eficaz.Estes pontos não são fáceis de realizar mas são de fácil compreensão, por isso faça uma tentativa séria e verá as diferenças... a evolução do seu cão e a vossa relação a mudar para melhor.Bons treinos!Escrito por Eric Goebelbecker,

sábado, 15 de maio de 2010

## não pular no dono ##

Com a crescente onda de violência que assola nosso país, muitas pessoas compram cães de grande potência física, classificados como cães de guarda para se protegerem. O manuseio errado destes animais podem torna-los perigosos não só para a comunidade como também para os próprios donos.
Estatísticas A Mídia noticia freqüentemente casos de acidentes envolvendo cães que atacam e ferem gravemente pessoas, não raramente matando-as . Muitas vezes estes ataques acontecem dentro da própria casa onde mora o animal. Crianças e idosos são vítimas freqüentes. Nos Estados Unidos, estatísticas mostram que 60% dos acidentes envolvem crianças. Aqui em São José dos Campos os números são alarmantes : são oficialmente registrados mais de 300 casos por mês!, de fato este número tende a ser bem maior pois muitas pessoas não procuram atendimento médico nem relatam o ocorrido nos órgãos municipais responsáveis.
CausasEstes acidentes estão geralmente relacionados ao mau manuseio do animal pelo proprietário e/ou adestrador e em alguns casos a imprudência da vítima. Cabe ao proprietário ter a posse responsável do cão , socializando-o e adestrando-o de forma correta e responsável, procurando sempre pessoas idôneas e de boa capacidade técnica para tal. A escolha do filhote é também é muito importante. É um momento em que a razão deve prevalecer sobre a emoção. Deve-se sempre solicitar a orientação de uma pessoa com experiência e conhecimento suficiente para fazer a seleção.
Socialização e adestramentoDesde filhote o cão deve ter contato , dentro do possível , com outros cães, pessoas, ambiente externo à sua casa, enfim contato com o ambiente de vida humano de forma que os acontecimentos do cotidiano passe a ser natural para ele ( ver artigo sobre socialização). Todo o cão comprado para a guarda, seja pessoal ou de território, deve ser adestrado para obediência básica e , somente quando seu temperamento assim o permitir, ser treinado para fazer serviço de proteção. Ou seja, nem todos indivíduos de uma determinada raça usada como “ cão de guarda” servem para este fim. Quando se treina um cão sem o temperamento adequando para fazer serviço de proteção entra-se em um terreno muito perigoso onde o risco de acidente é eminente. É importante ter em mente que a avaliação dependerá do propósito e do tipo de proteção que se exigirá do cão. Por exemplo um cão que fará proteção pessoal terá características diferentes de um cão que fará guarda do quintal de uma casa, ou será usado em lugares onde não terá contado com pessoas. E nestes dois últimos casos, precisa-se saber se o cão servirá somente para dar “ alarme” ou se precisará agir quando alguém adentrar a residência ou nos lugares protegidos.
Hierarquia na famíliaUma vez adquirido o cão que conviverá com a família, deve-se desde o início estabelecer claramente as distinções hierárquicas. Os membros da família devem estar acima do cão na escala hierárquica, tomando especial cuidado com relação as crianças. Nestes casos as fêmeas tendem a ser menos dominantes e mais fácil de aceitar uma posição mais baixa na hierarquia, e freqüentemente não disputam lugares de dominância com o líder.
Crianças Deve-se prestar especial atenção a qualquer sinal de dominância do cão com relação a crianças. Alguns sinais típicos são por exemplo, o cão durante brincadeiras querer se posicionar sobre a criança adotando uma postura de dominância , rosnar impedindo-a de transitar ou acessar determinados locais , urinar em cima delas etc. Nestes casos , o cão deve ser imediatamente corrigido , de preferência pela própria criança ( caso de filhotes ou cães jovens) mostrando a ele seu lugar na hierarquia familiar. Uma outra pessoa pode tomar esta atitude de repreensão , mas não será tão eficaz pois o cão não apreende que a criança é hierarquicamente superior e pode repetir o comportamento quando estiver sozinho com ela . No caso de cães adultos demonstrando este comportamento de dominância , aconselha-se a evitar o contado com crianças pois o risco de acidente é potencialmente muito alto. De qualquer forma o mais aconselhavel é nunca deixar crianças sozinhas com cães sem a supervisão de um adulto.
Grupos de cães Outro aspecto importante é o número de cães a se ter em casa. Os cães são seres gregários e tendem a formar grupos ( matilhas) com hierarquias estabelecidas e, a depender do temperamento dos cães envolvidos, podem apresentar maiores problemas no trato, ficarem mais resistentes à correções e em caso de agressões , estas serem muito mais graves pois eles agem em grupo, causando danos muito maiores. Não é raro acontecer brigas entre eles e , na tentativa de controla-las, o proprietário pode ser ferido gravemente. Por isso não é aconselhável pessoas inexperientes possuírem vários “ cães de guarda” convivendo juntos pois o manuseio do grupo de cães tende a ser muito mais difícil. A mídia está repletas de casos de agressões provocadas por grupos de cães . Estas agressões muitas vezes não aconteceriam ou não teriam desfechos tão trágicos se envolvessem apenas um cão.
Como agir em situações de perigo Em muitas situações as mordidas de cães podem ser evitadas bastando ter em mente o que fazer. Alguns conselhos úteis:- Não tome liberdades com cães estranhos, mesmo com o consentimento do condutor. Ensine as crianças a fazerem o mesmo.- Se um cão estranho e potencialmente perigoso vier cheirar você, fique calmo e não se mova. Ele possivelmente irá embora. - Se um cão vier em sua direção com atitude ameaçadora não fuja a não ser que tenha certeza que atingirá um lugar seguro antes de ser alcançado pelo cão. Fique calmo e dentro do possível não demonstre medo, não grite ( se tiver que falar algo, fale calma e firmemente) e evite contato visual. Na maioria das vezes o cão mudará de atitude e irá embora. - Caso o pior aconteça e você seja mordido, procure não mexer o membro atingido, pois isto estimulará o cão a morder mais forte. Se você cair no chão, fique em posição fetal, protegendo sua face e nuca com as mãos.
Como agir após um acidente
Caso seja mordido ou arranhado por um cão :- Lave imediatamente o local com água em abundância e sabão. - Procure um centro de saúde ou pronto socorro mais próximo para que seja corretamente medicado e vacinado se for o caso.- Não abandonar o tratamento iniciado.- Não matar o animal .- Mantê-lo preso por 10 dias para observação.- Notifique o Centro de Controle de Zoonoses.
Sergio de Oliveira Diretor de adestramento da Sociedade Valeparaibana de Cães Pastores Alemães

## Cão de Vigilância de Patrimônio x Cão de Proteção Pessoal - Metas e mitos ##

Cão de Vigilância de Patrimônio x Cão de Proteção Pessoal - Metas e mitos
Desde que o homem começou a utilizar os cães para o trabalho, um dos principais empregos foi , e ainda é a proteção, seja de patrimônio ou pessoal. Devido aos sentidos mais aguçados dos cães, eles eram usados pelos homens primitivos para detectar e afugentar intrusos humanos e animais próximos aos acampamentos e aldeias.Hoje em dia, os homens continuam usando os animais para proteção de seus quintais e muitas vezes como proteção pessoal. Muitos não fazem a devida distinção entre estas duas categorias de cães e o treinamento usado em cada caso. Apresentamos aqui algumas características entre as duas categorias :
a) Cão de vigilância de patrimônio (VP): são cães usados na proteção de território, ficando freqüentemente soltos na área a ser guardada. Podem simplesmente indicar com latidos intrusos ou pessoas nas proximidades da área e, neste caso devem ser relativamente inseguros para estarem atentos todo o tempo e ladrarem a qualquer sinal da presença de estranhos. Funcionam como verdadeiros alarmes vivos. Podemos chamar de defesa passiva do patrimônio, pois na maioria das vezes não precisam entrar em ação. Quanto a defesa ativa do território, ou seja uma confrontação direta com um eventual intruso , dependerá de inúmeros fatores além do treinamento. Podem ser listados alguns abaixo:- Dominância territorial do cão. Quanto mais dominante territorialmente, mais agressivo o cão se portará numa eventual invasão.- Nível de autoconfiança do cão. Quanto maior o relativo grau autoconfiança, mais eficaz será a defesa ativa do território, por outro lado a indicação passiva tenderá a ser menos eficiente. - Comportamento do(s) intruso(s). Quanto mais autoconfiança o intruso mostrar, mais difícil ficará a ação do cão. - Relação nº de cães/nºde intrusos: Quanto maior esta relação maior a eficiência na defesa ativa. - Quantidade de cães que estejam protegendo o território. Obviamente um número maior de cães ajudando-se mutuamente será mais eficaz. Os cães também podem ser usados em conjunto com homens para a proteção de territórios fazendo patrulhas ou coisa semelhante. Neste caso estariam atuando mais como proteção pessoal. Quando se trata de uso de cães para vigilância de patrimônios valiosos, é necessário entender que animais deixados sozinhos em uma determinada área terão eficiência inversamente proporcional a determinação do potencial intruso. Isto quer dizer que se o intruso for realmente determinado nem os melhores e mais bem preparados cães conseguirão impedi-lo pois existem diversas armas e artifícios que podem ser usados para neutralizar os cães. Para uma eficácia maior os cães devem ser usados juntamente com outros métodos de proteção tais como vigias armados, alarmes etc. A maioria dos usuários no entanto são pessoas comuns que usam o cão para proteger seu quintal e não tem um patrimônio tal que justifique o risco do meliante. Neste caso o uso do cão pode ser eficaz, unicamente porque a relação custo-benefício é desfavorável ao potencial intruso. Normalmente nestes casos um cão de alarme com um porte razoável é suficiente para desestimular um invasor.
b) Cão de proteção pessoal (PP): enquanto a eficiência do cão de VP está fundamentalmente ligada a imagem, no cão de PP a imagem é importante, mas sua eficiência em ação é o que mais importa. Enquanto o cão de VP trabalha muitas vezes sozinho, na proteção pessoal existe a cumplicidade homem-cão.Características fundamentais que devem existir em um cão de PP são auto confiança, sociabilidade, espírito de equipe, nervos firmes, bons impulsos de caça e defesa e rapidez de reflexos. O trabalho deste cão exige intenso convívio com humanos, pois deve acompanhar seu condutor aos mais diversos lugares, transitando tranqüilamente no meio de pessoas. Deve tolerar o contato com estranhos e mesmo eventuais abusos de crianças. No entanto, este animal deve ser implacável quando acionado, suportando qualquer tipo de pressão e castigo vindos do oponente. Este equilíbrio procurado vem, em parte do lado genético e em parte do manuseio. O tipo de cão ideal não é fácil de ser encontrado e seu treinamento exige muito apuro técnico para se obter um bom resultado. O cão de PP protege seu condutor e não a si mesmo. O que está em jogo neste caso não é o patrimônio , muitas vezes a vida do condutor dependerá do cão que esta a seu lado e vice versa. Por isto é muito importante o condutor ter total controle do cão, pois existem momentos em a melhor atitude é não agir e esta decisão cabe ao condutor. Portanto, para qualquer trabalho eficiente de um time homem-cão (seja ele qual for) é necessário respeito e confiança recíproca que só é adquirido com o convívio e competência do condutor .
c) Metas e Mitos: Com base nos comentários anteriores gostaríamos de deixar claro a distinção entre estes dois tipos de cães e seus trabalhos. Existe uma enorme confusão entre características e treinamento de ambos, bem como certos mitos criados pela crença popular. Para que a chance de decepção por parte do proprietário seja pequena, é necessário o emprego do cão certo na função certa e saber o que esperar de cada um deles. Por exemplo: não se deve esperar que um cão de alarme vá enfrentar corpo a corpo com ímpeto guerreiro um intruso seguro e experiente apenas porque ele mostra uma "braveza descomunal" quando passa alguém na frente de sua casa. Este é um comportamento de defesa exagerado e a fuga pode estar próxima. . Mesmo assim ele estará efetuando com eficiência o trabalho que se espera dele, ou seja , dar alarme e afugentar os menos impetuosos. Da mesma forma um cão de características de PP terá uma boa chance de decepcionar quando colocado para vigiar um quintal. Entretanto, um animal destas características e forte senso de território , quando bem treinado, poderá efetuar um bom trabalho na defesa ativa do território, porém não será dos melhores para dar alarme. Outro entendimento incorreto bastante comum é o de que um cão de PP tem que ser agressivo indiscriminadamente e pouco social. Espera-se, como foi visto anteriormente, exatamente o contrário. E, indo ainda mais longe, pode-se dizer que os cães mais efetivos de PP são geralmente os mais afáveis. Não dizem os especialistas em artes marciais que os mais valentes guerreiros no campo de batalha são, no dia a dia, os mais tranqüilos e tolerantes?
Sergio de OliveiraPresidente da Sociedade Valeparaibana Cães Pastores Alemães

## USO DE FOCINHEIRA PARA CÃES - QUEBRANDO PRECONCEITOS ##

USO DE FOCINHEIRA PARA CÃES - QUEBRANDO PRECONCEITOS
Recentemente , em Curitiba, uma lei municipal criou muita polêmica ao obrigar cães de raças consideradas perigosas ou com o peso acima de 20 quilos a usar focinheira. Os meios de comunicação noticiaram a indignação dos proprietários. A maioria esmagadora fazia comentários do tipo: é uma agressão ao animal, o cão sufoca com o uso da focinheira , meu cão detesta usar tal artefato, o uso deixa o animal muito feio e com aparência agressiva, etc.Sem entrar no mérito da Lei, é importante no momento atual tecer alguns comentários sobre o uso da focinheira, desmistificar e mudar certos conceitos.
Vantagens:
O uso da focinheira adequada não fere o animal, permite ao mesmo respirar normalmente, abrir a boca, latir e até beber água. Isto tudo de forma a não se tornar um fardo incômodo ao cão, pelo menos não mais do que uma coleira ou um enforcador. Tal equipamento traz inúmeras vantagens tais como:
- Poder soltar o cão em lugares públicos sem o perigo de acidente, o que é extremamente útil para o processo de socialização do animal e seguro para as outras pessoas.- Dar liberdade ao animal juntamente com outros que também usam focinheira sem o perigo de ferimentos em eventuais brigas, o que também colabora na socialização e é bastante benéfico para ele.- Evitar , em determinadas situações, que o cão coma algo que o contamine ou intoxique.- Evitar que o cão passe a língua em ferimentos expostos, em momentos quando não seja possível usar a conhecida “gola de plástico” veterinária.- Permitir que o veterinário ou outra pessoa manuseie um animal ferido de forma segura e sem o transtorno e o incômodo da mordaça.
Tipos de focinheira: É fácil de entender a reação das pessoas frente à focinheira pois a maioria só conhece aquela que se assemelha a uma mordaça. Feitas para manter a boca fechada, estas realmente incomodam pois impedem o cão de abrir a boca, latir, etc. Existe no entanto um tipo de focinheira que não apresenta os problemas acima. Muito usada no exterior, principalmente pela polícia, é um equipamento confortável , como podemos ver, por exemplo , nos modelos das figura 1 e 2.
Fig1. Focinheira de aço inoxidável. Bem ventilada, permite ao cão abrir a boca, latir, beber água etc.
Fig2. Focinheira muito usada na Europa, trançada em couro, permite os mesmos movimentos da focinheira da fig.1.
Adaptação:
O uso correto da focinheira passa necessariamente por um período de adaptação, onde esta é introduzida aos poucos e sempre associada a atividades que o animal gosta. No início o equipamento deve ser usado por poucos minutos e sempre quando o cão for sair de casa, do canil ou quando for ter liberdade, num bosque por exemplo. Desta forma a focinheira estará sempre associada a sensações boas, criando condições para que não haja problemas de rejeição. O mais importante é, no período de adaptação, nunca associar a focinheira a situações estressantes. Com o passar do tempo o equipamento poderá ser usado por longos períodos, em qualquer situação, absolutamente sem nenhum problema.Salvo algumas exceções, animais de qualquer idade podem ser adaptados à focinheira para uso nas situações cotidianas; obviamente quanto mais cedo ela for introduzida mais rápido e tranqüilo será o processo de adaptação.
Conclusão:
Existe muito preconceito associado ao uso da focinheira. Como foi visto, este é um artefato bastante útil no manuseio do cão. Sendo necessário, no entanto, ter o material correto e saber utilizá-lo. Com cuidados simples como os expostos acima o proprietário do cão terá à sua disposição um equipamento que poderá auxiliá-lo nas mais diversas situações onde se exija segurança, tanto do cão como dele próprio ou de outras pessoas
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Autor: Sergio de Oliveira - Presidente da SVCPA

sexta-feira, 7 de maio de 2010

## Atenção redobrada na hora de escolher e criar cães ferozes ##

Atenção redobrada na hora de escolher e criar cães ferozes

Em um intervalo de três dias, dois ataques de pit bulls e rottweiler foram notícia em Pernambuco. Além de alimentar as polêmicas sobre a responsabilidade dos proprietários e a agressividade dos animais, os acidentes reforçaram a necessidade de cuidado no trato com os cachorros. Especialmente, se eles tiverem força e capacidade de mordida fatais como as raças envolvidas. O primeiro caso tirou a vida de Janiele Maria da Costa, 16 anos, atacada por cães (um casal de pit bull e rottweiler e possivelmente pelos dois filhotes) em Goiana, Zona da Mata Norte. Nesse caso, os animais não eram seus e sim do dono do engenho onde a jovem morava. O segundo ataque aconteceu na noite de quarta-feira e, dessa vez, o próprio guardião foi vítima do pit bull que criava há mais de 10 anos. Apesar de profundas, as lesões do comerciante André Luiz Oliveira não foram tão graves e ele se recupera bem no Hospital da Restauração (HR). André Luiz foi mordido pelo pit bull depois que chegou em casa e começou a brincar com o cão. A irmã dele contou que as brincadeiras costumavam ser pesadas e o cachorro nem sempre aceitava bem. O costume é condenado por adestradores e veterinários por estimular a agressividade de raças já ferozes ou mesmo das mais carinhosas. "Os cães devem ser sociabilizados para que desenvolvam um comportamento dócil e nunca estimulados à agressividade. O principal erro é cruzar o pit bull com outras raças agressivas ou querer que seja um cão de guarda", destacou a adestradora Renata Mendes, que atua na área desde 1997. Ela contou que tem um pit bull, mas admite que a raça não é recomendada para qualquer pessoa. "Se a pessoa não tiver tempo nenhum, é melhor não ter cão. Mas se tiver um pouco de tempo, não deve ter pit bull. A raça requer mais atenção e pulso, precisa de muito carinho", disse Renata. Segundo ela, o rottweiler é mais indicado para guarda, assim como o doberman, pastor alemão e fila brasileiro de índole dócil. A veterinária especialista em comportamento animale professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Roseana Diniz, ressaltou que a agressividade é inerente a todas as raças, surgindo pela defesa natural do alimento, dos filhotes e do espaço. "A forma como são criados e a mistura com que são gerados é o que determinará como essa agressividade será exibida", destacou a professora, ressaltando que não existe raça ideal e sim guardião ideal (dono).Entre as diferenças entre o pit bull e o rottweiler ela destacou como principal a força do pit bull e resistência a dor. "A mordida de um pit bull pode ter até uma tonelada e ele é mais entusiasmado em tudo. Então, se for estimulado a atacar, será mais grave", disse Roseana. No entanto, ela destaca que a raça pode ser dócil com crianças e bastante fiéis ao guardião desde que recebam o tratamento adequado, como uma socialização desde cedo com outros animais e humanos. Nos primeiros indícios de agressividade, é necessária a ajuda de um adestrador, principalmente se houver crianças em casa.O delegado Salustiano Cavalcanti continuou ontem as investigações sobre a morte em Goiana. Ele passou quase todo o dia na região onde ocorreu o ataque, nas proximidades do Engenho Calugy. Valmir Tavares, proprietário do imóvel e dos animais assumiu a responsabilidade pelos cães durante o depoimento. Mas garantiu ter trancado o canil na noite do domingo. O delegado continua as investigações para averiguar como eles estavam soltos na segunda-feira pela manhã. Caso não haja uma reviravolta no caso, o proprietário do engenho poderá ser indiciado por homicídio culposo (sem a intenção).Características dos cãesPit bullOrigem: criado para briga entre animais (rinha) com a mistura de raças agressivasPerfil: temperamento agressivo e, por isso, deve ter sua sociabilidade e docilidade estimuladas. Bastante fiel ao guardião Função: não deve ser criado para guarda pois não tem capacidade de discernimento, sendo muito intenso nos ataquesRottweilerOrigem: criado para cuidar do gado em parceria com os humanosPerfil: temperamento territorial, alerta e carinhoso com a família de guardiõesFunção: pode ser cão de guarda pois tem discernimento e espera um sinal ou algo que provoque o ataque, também se relaciona bem com os humanosDobermanOrigem: criado especificamente para cuidar do territórioPerfil: apresenta comportamento atento, é ágil e bem dispostoFunção: excelente cão de guarda pois atua bem no patrulhamento, avisando que alguém chegou e distingue visitantes de intrusos
Fonte: Diario de Pernambuco

# UMA MATERIA SOBRE PIT BULLS ##

Animal não deve ser cão de guarda

O pit bull não é um cão de guarda. Essa é uma das principais características do animal que a maioria da população, ao decidir ter um da espécie em sua residência, ignora, alertam os criadores e adestradores. Especialista em comportamento animal e cinotécnico (treinador de cães), Nahum Ancelmo dos Santos destaca que há muita imprudência na criação desses animais, fato que acaba ocasionando tragédias como essa de Janiele Maria. Originalmente, segundo Nahum Ancelmo, o pit bull é um cão de briga. Tanto que, nos Estados Unidos, é utilizado para participar de lutas, o que não é permitido no Brasil. Há países em que esse animal foi banido, como o Canadá. Na Inglaterra, sua criação só é permitida com ordem da Justiça. No ano passado, foi feita uma avaliação com cães dessa raça. Na ocasião, foi constatado que a sua mordida pode ter o impacto de meia tonelada. "Não se deve escolher um pit bull para fazer a guarda de uma residência. É totalmente inapropriado. Outro fato que também contribui para a mudança no comportamento desse animal é a mistura de raças que as pessoas estão fazendo. A maioria desses pit bulls não é pura", comentou. "Ele tem uma agressividade voltada para outros animais. Agora, lógico, como qualquer outra raça, depende da criação", ressaltou. Uma recomendação dada por Nahum Ancelmo dos Santos para os donos de pit bull é que procurem a orientação de um adestrador . "Se o dono do cão notar um comportamento agressivo deve procurar um profissional. O animal deve passar por um processo de sociabilidade. Isso só vai ajudar a evitar casos de agressões", afirmou. O especialista garantiu que há anos cria pit bulls e nunca teve problema com nenhum dos seus cachorros, justamente por conta do modo como são tratados. (Késia Souza)O que é a raça:Perfil do animal - O pit bull é um cão de temperamento agressivo. O animal é resultado de uma mistura de sete raças. A mordida dele pode chegar a um impacto de meia tonelada. Seu peso varia de 30 a 50 quilos. Pode medir de 35 a 50 centímetros de comprimento. É um cão muito forte, com estrutura óssea bastante desenvolvida, ágil e tem um grande impulso muscularFundo de quintal - É um cão que não pode ser criado em fundo de quintal, amarrado. Não pode ser comprado se o dono tiver intenção de usá-lo como cão de guarda. Para proteger sua casa, o pastor alemão, o labrador e o rottweiler são os mais indicados Animal atleta - Esse cão tem um perfil atleta. Ele precisa extravasar suas energias, correr, brincar e nadar. Se o dono não tem espaço disponível em casa, nem pode levá-lo ao um pet shop que ofereça exercícios, o melhor caminho é escolher outra raça Atenção redobrada - O pit bull é um animal que exige total atenção do dono. Ele se torna agressivo se não receber amor, se ficar acorrentado. Em casa, o cão não pode ser guardado dentro de um canil e ficar esquecido. Quanto mais preso, mais violentoCão misturado - Essa raça não pode ser misturada, tem que ser pura. E o motivo é simples: o animal possui a genética recessiva. Isto significa que, se for misturado, herda todas as características negativas da genética predominante do outro cão Cão de rinha - Quando um dono cruza pit bulls da mesma família, como, por exemplo, filhote com mãe, a tendência é prevalecer os genes recessivos do animal. É o chamado "sangue fechado". Ele fica muito mais agressivo para ser comercializado, mas o jogo é ilegalFortuna - O pit bull custa no mínimo R$ 1 mil. Se for vendido por menos, desconfie, porque é misturado. Esse cão precisa receber uma ração que custa, no mínimo, R$ 120, além dos polivitamínicos. Manter essa raça custa muito caro ao dono Fonte: Valéria de Almeida, veterinária e representante da Associação Pit Bull Brasil

## QUANDO SE TRABALHA COM CÃES PROFISIONALMENTE DEVEMOS SABER LER A LINGUAGEM CORPORAL DOS :


É muito importante conseguir perceber os sinais de agressividade que os cães geralmente apresentam antes de partir para o ataque: manter-se imóvel, tenso (com o corpo rígido) e com o olhar fixo, rosnar de boca aberta ou fechada, latir agressivamente, morder o ar, morder de fato.
VEJA NESTA figura bastante ilustrativa das diversas fases até que o cão demonstre agressividade !

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Brasil treina 1º cão farejador de celulares em presídio


Ribeirão Preto, SP - Com um ano e oito meses de vida, Fuzil, um pastor belga de Malinois, passou os últimos sete meses em treinamento. E agora ele é o primeiro cão farejador de telefones celulares do Brasil, e o segundo do mundo. O animal pertence à Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), que poderá deslocá-lo para outras unidades prisionais, mas Fuzil é o mais novo "funcionário" da Penitenciária Masculina de Ribeirão Preto (SP). Ali, nos últimos dois meses, durante o seu adestramento, ele localizou 13 celulares na ala externa de progressão (regime semiaberto). "Ele é mais uma ferramenta no nosso serviço diário", disse o diretor da Penitenciária Masculina de Ribeirão Preto, Paulo Cesar de Barros.
"O cão é dócil e maleável, e fareja até no meio das pessoas", comenta Barros. Isso significa que o cão pode farejar entre os presos, mas não os detentos diretamente, já que tal medida é proibida. Em caso de suspeita, os presos devem ser revistados por agentes penitenciários. Aparelhos e baterias, carregadas ou descarregadas, são farejados pelo cão, adestrado para localizar odores de produtos que contêm silício, material usado nesses equipamentos.
No Estado de São Paulo, existem outros cães, de outras raças, ainda em treinamento para esse fim. Mas foi o pastor belga de Malinois quem deu a melhor resposta até agora. O treinamento de Fuzil, nascido em Goiânia, filho de mãe canadense e pai belga, terminou há uma semana. O animal vive entre 12 e 14 anos e sua "vida profissional" deverá ser de seis anos. "Nesse tipo de trabalho, ele é o único do País e o segundo do mundo", afirmou o seu adestrador, o agente penitenciário Cristiano Alex Sampaio. Segundo ele, um cão (não sabe qual raça e nem o local) estaria em atividade nos Estados Unidos, já com sucesso nesse tipo de operação. "Tentaram usar cães na Inglaterra, mas não deu certo", disse Sampaio.

##Instrutor mostra como cão-guia é treinado; assista##

A professora Maria Rosa Delmasso, 44, diz que perdeu a visão duas vezes. Há 18 anos, quando sofreu um descolamento de retina e em junho do ano passado, quando sua cadela-guia, Gabi, morreu.
"Como o cachorro 'devolve' sua visão, é como se você a perdesse novamente. Só que, desta vez, você perde muito mais, porque tem aquele amor pelo cachorro", diz.
Embora hoje seja o Dia Internacional do Cão-Guia, Maria está na fila para receber um substituto para Gabi há 11 meses, mesmo tendo prioridade por já ser acostumada a esse tipo de mobilidade.
O Brasil tem 5,4 milhões de deficientes visuais e 60 cães-guia. Hoje, a única forma de conseguir o animal é recorrer a instituições não-governamentais que treinam os cachorros ou os trazem do exterior. O usuário não tem custo.
Adylson Codogno Lima, 51, que fez curso na Inglaterra e treina cães-guia há 10 anos, relata as dificuldades da associação Cão Guia de Cego, fundada em 1981. Segundo ele, há 6.000 pessoas na fila e apenas oito cães em treinamento. No ano passado, conseguiu disponibilizar apenas três. "O número é pequeno porque dependemos de patrocínio."
O custo de cada cão, segundo Lima, fica em torno de R$ 30 mil, pois inclui o período de treinamento, que dura dois anos, ração, vacinas e exames.
Hoje, segundo a presidente do Instituto Iris, Thays Martinez, há quatro ou cinco instituições que fazem esse trabalho no Brasil. O governo de SP desenvolve projeto em parceria com a Faculdade de Medicina Veterinária da USP para treinar 25 adestradores e 30 cães por ano.
Estima-se que a vida útil do animal como cão-guia seja de, no máximo, oito anos. Em idade avançada, a visão começa a falhar e ele tem de ser trocado.

sábado, 1 de maio de 2010

## AS VANTAGENS DOS CÃES NA SEGURANÇA PRIVADA ! ##

Com um método novo e muito eficiente de combate à criminalidade, freqüentes assaltos e furtos, o aluguel de cães de guarda rigorosamente adestrados para atuarem juntamente com vigilantes na segurança patrimonial. Muito comum na Europa e nos Estados Unidos!
Os cães alugados são escolhidos com base em seu temperamento. Isto significa que são ótimos cães de guarda e também muito equilibrados, ou seja, se adaptam facilmente ao vigilante ao qual foram designados a trabalhar, e só executarão algum comando se o mesmo ordenar.
E estes profissionais comprovam sua satisfação da parceria com os cães afirmando que se sentem muito mais seguros para realizar seu trabalho.
Todos , que sofriam com freqüentes assaltos e vigilantes rendidos, e que adotaram a parceria cão+vigilante, nunca mais registraram um único assalto, o que mostra que o serviço é 100% eficiente.
Além de empresas a também cães de guarda para residências que já possuem vigilantes.
Mas eu já possuo um vigilante em minha Empresa, por que iria querer alugar um cão?
A violência e a criminalidade aumentam a cada dia que passa. Mesmo os vigilantes armados não são mais respeitados, e muitos deles estão sendo rendidos e consequentemente a empresa acaba sendo assaltada. Com um cão do seu lado, estes profissionais estarão muito mais protegidos e preparados para enfrentar uma situação de risco. Por este motivo, muitas empresas da cidade que eram frequentemente assaltadas, adotaram este sistema de segurança e resolveram seus problemas.
E quais são as vantagens dos cães?
• Os sentidos dos cães são muito mais aguçados, o que lhes permite sentir a presença de um estranho muito antes do vigilante, fazendo com que seja eliminado o ELEMENTO SURPRESA na hora de um assalto;• Assaltantes temem e respeitam muito mais a um cão feroz do que uma arma de fogo;• Os cães exercem uma pressão psicológica sobre um bandido, pois se apresentam numa condição de quem não tem o que perder perante a presença do inimigo; • O Cão não dorme em serviço, pelo contrário, está sempre alerta;• A agilidade de um cão supera a de qualquer ser humano;• O Cão não tem medo de enfrentar o perigo;• A vida do vigilante estará muito mais segura com um cão do seu lado; • Um cão pode oferecer a segurança equivalente a dez homens, o que possibilita a realização de um serviço mais eficaz com a utilização de um número reduzido de vigilantes;• Alugando um cão, a Empresa não terá incomodo algum, pois a alimentação e todos os cuidados para o bem-estar do cão são responsabilidades do Canil

segunda-feira, 19 de abril de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

## Direitos e deveres dos donos de animais ##

Direitos e deveres dos donos de animais
Site Cães e Cia Online.Pouca gente conhece as leis que regulam compra e venda, manutenção, cuidados, proteção e condução de animais domésticos em locais públicos. Faltam até mesmo advogados especializados na área. Mesmo assim, vários casos envolvendo animais renderam processos na Justiça. Os incidentes mais comuns envolvem ataques de cães. Mas há outros. No final de 1995, um veterinário carioca venceu uma batalha judicial contra uma dona-de-casa pela posse de três gatas Persas. Na mesma época, uma mulher de São Miguel Arcanjo, interior de São Paulo, foi condenada a 15 dias de prisão por manter em seu quintal seis cães e 18 gatos barulhentos.Muitos juízes decidiram permitir que animais permaneçam em apartamentos, mesmo quando as convenções dos condomínios proíbem. Uma decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina obrigou o dono de um animal a indenizar danos causados por ele a um veículo numa rodovia.Em São Paulo, há registro de um caso em que o Tribunal mandou um cidadão ressarcir a morte das galinhas do vizinho, atacadas por seu cachorro. Para ajudar os leitores, que em várias cartas e telefonemas à redação manifestam constantemente dúvidas sobre o que é ou não direito, Cães & Cia encomendou uma pesquisa sobre o assunto às advogadas Mônica Vieira e Silvia Graziano, sócias de escritório de advocacia que presta consultoria jurídica em São Paulo. Acompanhe, a seguir, as orientações delas. Mas lembre-se: conhecer as leis ajuda mas, na maioria das vezes, o bom senso ainda é o melhor conselheiro, e deve ser seguido por quem ama seu animal, luta pelos seus direitos e quer ser um cidadão responsável e consciente de suas obrigações. NAS COMPRASA compra de um animal de estimação dificilmente vem acompanhada de um contrato, e mesmo quando vem, nem sempre as cláusulas obedecem as leis vigentes. Em nível federal, as regras que regulam direitos e deveres nas transações estão no Código Civil (Artigos 1122 a 1163). Em resumo, determinam que o contrato é bilateral e deve ser formulado de acordo com a vontade de ambas as partes, "sob pena de ser considerado viciado e passível de anulação". Os artigos garantem o direito de rescisão do contrato e ressarcimento de perdas e danos quando o comprador compra uma coisa e recebe outra. Por exemplo, adquire um Poodle Toy (o menor dos Poodles) e ele cresce mais que um Sheepdog. Determinam, também, que todos os riscos pelo produto vendido são do vendedor até a entrega e obriga-o a responder por "vícios ocultos" - aqueles que se manifestam depois da entrega, mas foram adquiridos antes. Além do Código Civil, o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90), também federal, veio para garantir os direitos dos compradores. Segundo Silvia, um de seus maiores avanços está no Artigo 49, que dá ao comprador o direito de arrependimento quando a compra é feita sem ver o animal, como por exemplo, uma encomenda em uma feira com entrega posterior, ou de um criador de outra cidade. Esse direito deve ser exercido em, no máximo, sete dias após a entrega. Assim, uma cláusula recusando-se a aceitar o animal de volta, é totalmente ilegal. Tanto o Código Civil quanto a Lei de Defesa do Consumidor são soberanos à maioria das cláusulas desses contratos. Mas as que não desobedecerem essas leis são legalmente válidas. "Nesses casos, assinou está assinado", alerta Silvia. Por isso, é importante ler o contrato com atenção. Sempre há a chance de discutir um contrato na Justiça. Mas quem decidir entrar com processo deve reunir provas suficientes para convencer os juízes de que está com a razão e precisa recorrer a um advogado, o que pode custar caro e demorar muito. Por isso, é sempre preferível tentar um acordo amigável. Tanto em um acordo como em uma ação, quanto maior o número de provas, maiores as chances de convencer o vendedor ou o juiz, e o resultado ser favorável ao comprador. Se surgir algum contratempo - como o animal ficar doente ou mesmo morrer - o mais comum é a reposição com outro animal e não a devolução do dinheiro. Segundo Silvia, porém, essa prática é discutível. "Um animal é único, não pode ser reposto como um automóvel", avalia. Brigas judiciais envolvendo essa questão e reclamações junto ao Procon não são freqüentes. Mas existem. No ano passado, o Procon paulistano registrou cerca de 20 casos, todos com cachorros. A técnica da área de Saúde do Procon, Tulia Malena, conta que a maioria foi referente a mortes por viroses. "Nesses casos, o melhor é pedir o dinheiro de volta, inclusive o gasto com o tratamento veterinário", diz Tulia. "Quando o consumidor tem razão, a vitória é rápida e certa", garante ela. A defesa é feita com base em laudo de necrópsia para comprovar que a doença foi adquirida antes da compra.O comprador se previne combinando, por escrito, a solução para possíveis problemas. Se o criador tem um modelo de contrato, o cliente pode propor a inclusão de cláusulas complementares. Por exemplo: se o animal é registrado em uma entidade, o vendedor deve se comprometer a entregar a documentação num determinado prazo, ou a provar que o pedido de registro foi feito. "Há pelo menos dois canis em São Paulo que são freqüente alvo de denúncias desse tipo", afirma Tulia.Quando os cãezinhos nascem, o criador deve registrá-los num Kennel (tem 90 dias para fazer isso). Recebe, então, um protocolo - chamado "tarjeta" pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC) -, comprovando a entrada do pedido de registro. A partir daí, no prazo de dois meses, a CBKC emite o pedigree (atestado de que o cão é de raça), que fica à disposição no Kennel. O comprador deve exigir a tarjeta, única prova de que foi pedido o pedigree. É obrigação do criador, fornecê-la. Se o criador não pediu a tarjeta, o comprador deve exigir que o faça. O comprador, nesse caso, não deve levar o cão enquanto o vendedor não tiver a tarjeta em mãos (é expedida no ato do pedido, pelo Kennel) ou exigir a sua entrega em contrato. Se a documentação é prometida e não entregue, configura-se uma tentativa de estelionato. O vendedor é passível de enquadramento por publicidade enganosa (Artigo 66 do Código de Defesa do Consumidor), que dá detenção de um a seis meses ou multa. Nesse caso, é possível conseguir um abatimento no preço pago e ficar com o animal ou devolvê-lo e obter o ressarcimento total. Somente com a tarjeta em mãos, o comprador poderá retirar o pedigree no Kennel.ERRO MÉDICO A morte de um animal ou o dano irreversível por um eventual tratamento veterinário incorreto, pode levar o dono a tomar duas providências. Uma é relatar o ocorrido ao Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) de seu Estado, por escrito, com o maior número de evidências possível (como testemunhas, exames e laudos de outros veterinários). A outra é entrar com uma ação na Justiça para indenização por perdas e danos. No primeiro caso, o objetivo é penalizar o mau profissional. A carta é analisada pelo presidente do Conselho, que decide encaminhar a denúncia ou não ao Conselho de Ética, que convocará o profissional e o reclamante para darem explicações. O veterinário tem direito a defesa, e será punido ou, até, terá seu registro cassado se for provada sua culpa..LOCAL PÚBLICO Shopping centers, parques, restaurantes, praças, transportes coletivos, clubes, praias... afinal, bicho pode ou não freqüentá-los? Depende. O acesso a esses locais é regulamentado pelos municípios e, portanto, varia de cidade para cidade. O advogado especializado em Direito Civil, Eronildes Santana de Oliveira, recomenda que o dono de animais se informe na Secretaria de Saúde da sua cidade. Em São Paulo, por exemplo, a lei de Controle de Zoonoses, de 22/4/1987, em seu Artigo 30, proíbe a permanência de animais em locais "públicos ou privados de uso coletivo". A Lei excetua os recintos "legal e apropriadamente instalados, destinados a venda, treinamento, exibição e competições". As administrações de alguns parques e de pelo menos dois grandes shopping centers paulistanos permitem a entrada de cães e gatos. Segundo Eronildes, há uma diferença entre permanência, que é proibida, e circulação. "Apenas passear com um animal nesses locais não constitui infração", entende. Um mandado de segurança pode garantir o direito de ficar, ir e vir livremente com seu bicho. Dá trabalho, mas é possível. Esse recurso é muito útil para quem depende do animal, como um cão-guia no caso de deficientes físicos ou visuais. Nos locais públicos onde a presença de animais é permitida, é recomendável que o proprietário conduza seus animais de estimação com responsabilidade. E, se vier a acontecer um acidente, poderá demonstrar ao juiz que foi cauteloso e procurou evitá-lo ao máximo. A vacinação anti-rábica anual é obrigatória e pode ser comprovada por qualquer documento que a ateste, expedido em campanhas públicas ou pelo veterinário. É importante a condução de cães com guia e coleira. Muitos municípios têm legislação definindo esse tipo de cuidado. Animais que representem ameaça à segurança das pessoas também são alvo das leis. A legislação paulistana obriga o uso de focinheira em cães "perigosos" e sua condução por pessoa com idade e força para controlá-los. Em Porto Alegre, a lei simplesmente não aceita que animais assim circulem entre a população.De nível federal, o Artigo 1.527 do Código Civil atribui responsabilidade ao dono de um animal que cause acidentes, a menos que prove que o guardava e vigiava com cuidado; que foi provocado por outro; que houve imprudência da vítima ou que houve interferência de "motivos de força maior" (como fuga de cão bravo, em caso de enchente ou terremoto). Mas há decisões que mostram que os juízes podem não ser condescendentes. Por exemplo: um deles decidiu que donos de canis são sempre obrigados a reparar danos causados por seus animais. Em um caso envolvendo um Dobermann, um juiz determinou que "alguém que assume o risco de possuir um cão dessa raça deve responder por todo e qualquer dano causado pelo cachorro". Quando o animal é comprovadamente manso, a defesa fica mais fácil. Foi o que aconteceu com um caso julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.Segundo o juiz, o cão que atacou um menino nada tinha de perigoso, já que morava num sítio freqüentado por dezenas de crianças, alunas de uma escola da vizinhança. "Se é certo que o animal mordeu um menino, o que transparece nos autos é que este o provocou", concluiu, absolvendo o dono. Já o Decreto-Lei 3.688 de 3/10/41, mais conhecido como Lei das Contravenções Penais, determina pena de prisão simples, de dez dias a dois meses, a quem incorrer em omissão de cautela na guarda ou condução de animais."O Judiciário vem entendendo que basta o risco, a simples ameaça, para que a contravenção seja caracterizada", lembra Mônica. Normalmente, cães não são considerados pelos Tribunais como animais perigosos. A exceção fica por conta das raças de guarda. Segundo decisão de um Tribunal de São Paulo e de outro de Santa Catarina, são educadas para a agressão e, portanto, tornam-se indiscutivelmente perigosas.Mas a advogada levantou um caso em que o Tribunal de Alçada Criminal do Estado de São Paulo deu ganho ao dono de um cão de guarda que atacou um intruso em sua casa. "O juiz entendeu que houve imprudência da vítima, pois havia ali alertas quanto à presença do animal", diz. Por isso é que os proprietários de animais bravos devem alertar sobre a existência deles, com placas visíveis da rua. Na cidade de São Paulo, uma lei obriga esse procedimento (Lei 10.876/90). O mesmo ocorre em Porto Alegre (Lei 6.831/91).O advogado Eronildes lembra que em São Paulo, o Decreto Municipal 19.483 de 17/2/84, determina que os cães devem ser registrados no Centro de Controle de Zoonoses para permitir a localização do proprietário, se o cão for eventualmente recolhido pela "carrocinha", por meio de uma plaquinha com um número de identificação. O dono recebe também uma carteirinha de identidade. Os dados devem ser sempre mantidos atualizados, pois caso o Centro não consiga localizar o dono, o cão será sacrificado depois de doze dias, se até lá não tiver sido adotado ou retirado pelo dono (se não tiver plaquinha, o sacrifício é feito em três dias). CONDOMÍNIOS Normalmente, quem tem um animal em apartamentos não costuma deparar com questões como as relacionadas a cães bravos, pois dificilmente opta por um animal de grande porte e de guarda. Mas pode esbarrar na intolerância dos vizinhos, nas convenções de condomínio ou numa eventual inadequação do animal a espaços pequenos. "Antigamente era comum os estatutos proibirem animais, mas a quantidade de ações vitoriosas na Justiça provou que esse arbítrio é totalmente ilegal", afirma Silvia. Em São Paulo, por exemplo, a Lei 10.309 (Art. 17) de 22/4/87 determina: "A manutenção de animais em edifícios condominiais será regulamentada pelas respectivas convenções". Porém, a Lei Federal 4.591/64, em seu Artigo 19, diz: "cada condômino tem o direito de usar e fruir com exclusividade de sua unidade autônoma, segundo suas conveniências e interesses, condicionadas umas às outras às normas de boa vizinhança". As sociedades protetoras dos animais tiveram um papel fundamental na divulgação das sentenças favoráveis aos proprietários, o que levou a maioria dos condomínios a abolir essa cláusula de seus estatutos. A jurisprudência garante a permanência de animais de pequeno porte. Os maiores podem ser alvo de discussão, mas a decisão depende do entendimento do juiz em relação aos possíveis prejuízos causados pelo animal. Segundo Silvia, tanto a Constituição quanto o Código Civil garantem ao dono o direito de propriedade. Se o animal está com o dono há mais de seis meses, é direito adquirido. O que não se pode discutir é a autoridade dos condomínios em legislar sobre as áreas coletivas. O condomínio pode proibir um cãozinho de passear nos jardins do prédio, ou de andar no elevador, mas não de morar com seus donos. Da mesma forma, a presença de animais inconvenientes, que perturbem a ordem, a higiene e o sono dos outros moradores pode ser questionada. E isso independe do porte do animal. Um papagaio pode incomodar mais do que um cachorro, por exemplo, e se prejudicar a norma da boa vizinhança pode ser impedido de permanecer. Nesse caso, o próprio dono deve tomar providências por uma questão de respeito e cidadania, e não esperar por processos judiciais. "Mas se a presença do animal não viola as leis, ele pode ser mantido a despeito dos protestos do síndico ou dos vizinhos", diz Silvia. Quem tem animais na zona urbana também precisa observar as leis que determinam a quantidade máxima permitida por residência. No município de São Paulo, por exemplo, a Lei 10.309, (Art. 29), permite até dez animais adultos, considerando cães e gatos juntos.SAÚDE PÚBLICA Uma obrigação nem sempre cumprida à risca pelos donos, diz respeito a questões de higiene, limpeza e saúde pública. Cocô na rua é proibido - se o cão usar o passeio público como banheiro, o dono deve limpar. Em São Paulo, a Lei do Controle de Zoonoses estabelece multa aos infratores, mas a falta de fiscais faz com que a lei seja desobedecida. Não apenas essa lei, mas também a Lei Estadual (de São Paulo) 40.400, de 24/10/95 - que regula o funcionamento e manutenção de estabelecimentos veterinários (nos quais estão incluídos, além dos locais que cuidam da saúde dos bichos, canis, circos e outros), que foi alvo de reportagem de Cães & Cia, na edição 208, também corre o risco de não ser respeitada, pelo mesmo motivo. Entre outras coisas, essa lei obriga os estabelecimentos a ter registro no CRMV, veterinário responsável e alvará da Prefeitura para funcionar. O veterinário encarregado do Centro de Vigilância Sanitária do Estado, Olympio Geraldo Gomes, admitiu esse problema à revista em setembro último. Para ele, é preciso contar com a colaboração de todos para que as regras sejam cumpridas e epidemias, maustratos aos animais e desrespeito aos consumidores sejam evitados.Agradecemos aos entrevistados e à revisão técnica feita pela advogada Silvia Graziano; pelo advogado Eronildes Santana de Oliveira; por Tulia Malena, técnica da área de Saúde do Procon e Ximena Contrera, assessora de Imprensa do Procon (São Paulo) e Silvia Canzian, presidente do Kennel Clube do ABC. Reportagem e texto: Léa de Lucca. Responsável pelo Site Cães & Cia OnLine: InterCat - ICQ: 6965492