domingo, 30 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
cão de trabalho X marketeiros
É fundamental
entender que não existe uma verdade absoluta e que cada cão é um
individuo único, mas é essencial que a pessoa esteja treinando para poder ter
uma vivência pratica, para poder laboratoriar. Algo que é realmente complicado é
passar informação teórica para quem não tem a pratica e nem pretende ter
experiência pratica.
O maior problema que vejo durante os debates com criadores que não gostam de
trabalho, é justamente isso, que as discussões ficam muito vagas, pois existe um
enorme abismo entre o que cada um está falando. Por outro lado, é muito mais
fácil um criador que não gosta de trabalho e que não pretende experimentá-lo, ir
se "especializando e aprimorando" a sua lábia, tornar-se um mestre do marketing
e vender o que não existe, pois as maiores partes das pessoas estão atrás de sonhos,
e quando caem nas mãos de um bom vendedor, pagam um preço muito caro (nos dois
sentidos).
A verdade é que dá um enorme trabalho treinar o cão, e ao mesmo tempo, vão
aparecer todas as "falhas" dele.
Sobre utilidade, esse texto é muito bom.
individuo único, mas é essencial que a pessoa esteja treinando para poder ter
uma vivência pratica, para poder laboratoriar. Algo que é realmente complicado é
passar informação teórica para quem não tem a pratica e nem pretende ter
experiência pratica.
O maior problema que vejo durante os debates com criadores que não gostam de
trabalho, é justamente isso, que as discussões ficam muito vagas, pois existe um
enorme abismo entre o que cada um está falando. Por outro lado, é muito mais
fácil um criador que não gosta de trabalho e que não pretende experimentá-lo, ir
se "especializando e aprimorando" a sua lábia, tornar-se um mestre do marketing
e vender o que não existe, pois as maiores partes das pessoas estão atrás de sonhos,
e quando caem nas mãos de um bom vendedor, pagam um preço muito caro (nos dois
sentidos).
A verdade é que dá um enorme trabalho treinar o cão, e ao mesmo tempo, vão
aparecer todas as "falhas" dele.
Sobre utilidade, esse texto é muito bom.
Texto
: Rogerio Sandoval um dos melhores adestradores do Brasil!
n.º 5 - ano 2 - Colina Livraria Editora Ltda.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
RAÇAS DE TRABALHO E UTILIDADE
O Cão de Pastor Alemão
O rei, sem dúvida, é o Pastor Alemão considerado em todo o mundo como o cão de trabalho por excelência. O seu marcado espírito gregário, instinto de guarda, capacidade de resolução, agilidade, resistência física e versatilidade converteram-no o cão de Von Stephanitz no modelo de cão de utilidade. Actualmente é seleccionado adequadamente nos Estados Unidos e em numerosas linhas de sangue europeias de trabalho. O Pastor Alemão Checo faz referência aos criados na Checoslováquia em tempos ligada politicamente à ex URSS. Ao serem seleccionados para trabalhos militares e policiais, o nível e qualidade dos ditos indivíduos, era semelhante aos criados nas melhores linhas de sangue alemãs com a vantagem de ser mais económica a sua aquisição para os restantes países europeus. Hoje em dia é normal fazer-se referência ao Pastor Alemão Checo quando se fala de Pastores Alemães de trabalho.
O Boxer
O Boxer é a segunda raça de trabalho na Alemanha e um vivo exemplo do que ocorre quando, geográfica ou culturalmente uma raça é orientada para o trabalho ou para companhia. Em Inglaterra ou nos Estados Unidos o Boxer é um cão de companhia em que só é tido em conta o seu aspecto dissuasório carecendo de capacidade de resolução e sendo relegado para uma condição meramente estética. Pelo contrário, na Europa Central e América do Sul está muito bem valorizado pela sua atitude e aptidões para o trabalho. Orientado pelo Deutscher Boxer Klub demonstra no desporto e, especialmente em tarefas de segurança civil, as suas numerosas capacidades. Especialmente indicado para conviver no seio de uma família, é um cão rápido, inflexível na defesa e protecção do grupo, com um forte instinto de presa, facilmente moldável e que necessita de escassos cuidados de manutenção.
O Cão de Pastor Belga Malinois
Uma variedade de Pastor Belga, o Malinois, representa actualmente uma sólida raça com uma excelente presente e um futuro imparável no âmbito desportivo. Na sua aparência não incide especialmente o efeito dissuasório e, portanto, o seu uso em tarefas civis se reduz todavia ao núcleo geográfico dos países francófonos onde sim é apreciado em toda a sua magnitude. Como a maioria dos pastores, é um cão territorial e gregário, com marcado instinto de caça e protecção. Geralmente são sensíveis ainda que de rápida recuperação e bastante rápidos. Estas qualidades beneficiam-no enormemente para o trabalho desportivo mas, nas tarefas civis, é limitado o seu uso aos exemplares mais corpulentos.
O Dobermann
O Dobermann, protagonista de lendas negras e objecto de numerosas incompreensões no passado, é actualmente uma raça em expansão. O facto de nas últimas duas décadas se terem feito assinaláveis progressos nas áreas do controlo do carácter e de algumas patologias que afectam a raça, principalmente a displasia coxo-femural, sempre sob vigilância apertada do clube Alemão da raça, o Dobermann Verein, proporcionou a que os princípios básicos de uma criação voltada para a funcionalidade tenham sido adquiridos pelos criadores de referência. Este trabalho já vem sendo feito há bastante mais tempo nos Estados Unidos que se empenharam verdadeiramente na selecção do carácter e é fácil encontrar linhas de sangue de trabalho bastante evoluídas e consolidadas. As suas características mais comuns são o seu enorme apego à família e especialmente ao seu dono, o seu aspecto dissuasório, rapidez, actividade interior e exterior, desconfiança para com estranhos e excelente capacidade de aprendizagem. Por tudo isso está muito bem qualificado para o desenvolvimento de múltiplas tarefas.
O Rottweiler
Não obstante o que há muito por fazer, desde o ponto de vista oficial, para o controlo do carácter, displasia e demais pontos em que se devem basear os parâmetros básicos da criação correcta e concentrada na funcionalidade da raça, ressalta nesta a capacidade de dissuasão na defesa e a força do seu instinto básico de protecção. Em desporto têm escasso êxito devido à corpulência que o criador selecciona nesta raça e a baixa capacidade de resolução derivada de uma reduzida actividade psíquica que demonstra este cão. Podem ser dominantes na hierarquia do grupo familiar e ainda com o seu dono. Esta agressividade por competência é mais relevante nos machos que ainda não tenham alcançado os quatro anos de vida já que, a partir dessa idade, o nível e testosterona começa um lento ciclo descendente tendo como consequência a diminuição do seu grau de dominância.
Ainda que outras raças como o Airedale Terrier, Schnauzer, Bouvier de Flandres, Podengos, Cães de Água, Boieiros e um comprido etc., se destaquem numa determinada área como especialmente versáteis, a cultura do cão de trabalho integral centralizou-se especialmente nas raças mencionadas nos parágrafos anteriores.
É necessário insistir na ordem crescente de importância dos factores a analisar
quando seleccionamos ou trabalhamos com cães:
1º - O indivíduo.
2º - Linha de sangue.
3º - A raça.
No próximo número iremos falar da influência da beleza nas raças de trabalho e de utilidade.
texto de Silvio Pereira
sábado, 17 de setembro de 2011
A utilização dos cães segurança,CUIDADO NÃO SEJA ENGANADO !
VÍDEO EXCELENTE PARA DIVULGAR A CAPACIDADE DE TRABALHO DA RAÇA PASTOR BELGA MALINOIS(velocidade,tenacidade,agilidade)MAS É APENAS UM VÍDEO DE ENTRETENIMENTO ESSES CÃES JAMAIS SERIAM UTILIZADO DESSA FORMA SE FOSSEM, SERIA UMA VEZ SÓ, POIS ,FATALMENTE SAIRIAM MORTOS NESSA AÇÃO !
Muitos videos , mostram cães atacando uma pessoa com uma roupa (bite suite). passando a ideia de domínio do individuo,criando uma imagem de eficiência ou até um super poder dos cães no combate aos bandidos !E muita gente vende esse treino, como se fosse a solução no combate da criminalidade ou assaltos em empresas ou proteção pessoal!
Esse é um grande erro jamais um cão por mais treinado que seja vai ser eficiente em um combate corpo a corpo com um bandidos ARMADO, se até policias armados estão sendo vitimas desses bandidos.
Então por que, forças militares de países como Estados Unidos e Israel ainda usam cães nas forças militares e policias ?
É simples , a resposta está no uso correto(aplicação) dos cães, o tipo de utilização mas especializado como Faro de explosivo , drogas, minas terrestre ou sentinelas são de extrema importância ambiente de guerra.
No caso da segurança civil ou patrimonial o cão deve complementar os outros sistemas de segurança já existente(câmeras,alarmes,sensores,) ou vigias ou vigilantes sendo este ultimo de grande importância na
correta utilização dos cães na proteção.ou seja, se as pessoas que irão trabalhar com os cães não tiverem um treinamento especializado, jamais terão exito em uma situação que possam precisar da intervenção dos cães !
O segredo do sucesso na utilização de cães na segurança é procurar profissionais competente e experientes que possam além de adestrar os cães adequadamente SAIBA treinar PESSOAS !
Fujam de pessoas que FAZEM demostração somente de ataque ou MORDER equipamento,pois o trabalho de segurança com cães e muito mais do que simplesmente ATACAR OU MORDER, lembrando que os meliantes estão sempre armado para enfrentar o homem ou o cão.
E OS CÃES NÃO SÃO DESCARTÁVEIS E MUITO MENOS TEM PEITO DE AÇO.
OBS: CUIDADO TEM MUITA PESSOAS SEM NENHUMA EXPERIÊNCIA AQUI EM BELÉM,OFERECENDO SERVIÇOS DE ADESTRAMENTO DE CÃES E CURSOS OU PIOR TREINANDO CÃES PARA GUARDA ARRISCANDO A VIDA DOS PRÓPRIOS DONOS.
A inteligencia será sempre a sua principal arma para utilizar os cães na sua segurança !
sábado, 10 de setembro de 2011
Labrador que atuou em buscas no Pentágono após 11/9 se aposenta!
Uma década após o 11/9, os cães que atuaram no resgate às vítimas dos atentados ainda estão vivos, mas muitos já se aposentaram e deram lugar para uma nova geração de animais.
Red, 12, uma cachorra da raça labrador que ajudou nas buscas no Pentágono, está entre os aposentados como cão de resgate.
Após os ataques, Red vasculhou os escombros do Pentágono com eficiência que surpreendeu até mesmo sua treinadora, Heather Roche.Pouco tempo depois de o voo 77 da American Airlines atingir o Pentágono, em 11 de Setembro de 2001, Red já estava a postos. Na época, ela tinha apenas 18 meses e acabara de ser certificada como cão de resgate.
"No início, não pensei que ela pudesse ser bem-sucedida atuando em resgates, e quando ela tinha apenas seis meses, achei uma casa para ela e procurei outro cachorro. Achei que sua personalidade não era o que eu precisava", conta Roche. "No entanto, depois vi que tudo o que pedia para ela fazer ela sempre atendia, e cumpria perfeitamente".
Depois que Red descobriu dezenas de corpos, Roche teve certeza que ela era um dos maiores cães de resgate. "Eles [os cães] trabalhavam muito duro, era muito quente e os turnos eram de 12 horas. Quando terminávamos, eles dormiam, mas acordavam cheios de disposição na manhã seguinte".
Aposentada, hoje Red vive com Roche em sua casa em Annapolis (Maryland). Assim como os trabalhadores do resgate, que ainda sofrem sequelas devido à atuação no 11/9, os treinadores dos cerca de 300 cães que atuaram nas buscas sabem que os animais também tiveram consequências.
"Eu sei que ela tem o direito de fazer tudo o que quiser", diz Roche.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
A INFLUÊNCIA DA "BELEZA" NAS RAÇAS DE TRABALHO E
UTILIDADE
Este artigos dedicados às
raças de trabalho e utilidade com uma abordagem às consequências que a
comonente beleza têm nas referidas raças.
Beleza = “Propriedade das pessoas que nos induz a amá-las
provocando em nós deleite espiritual” ou “Conjunto de qualidades cuja
manifestação de sensibilidade produz um deleite espiritual ou um sentimento de
admiração”.
Moda = “Uso, modo ou costume que está em voga durante algum
tempo ou num determinado país”.
São definições gerais do léxico, intrinsecamente unidas, e
que, no que refere à moda, estão a afetar, em maior ou menor grau as raças de
trabalho.
Queremos deixar claro que fazemos referência ao criador de
beleza como aquele que dá prioridade à estética na seleção e cão de beleza ao
exemplar selecionado através desta técnica já que se encontram espécimenes em
algumas raças que, selecionados com os critérios ordenados por: saúde, carácter
e estética, conseguem excelentes resultados em exposições de beleza.
Efetivamente são muito poucos os exemplares de beleza que
oferecem um rendimento ótimo como “cães” em toda a acepção da palavra.
Desde logo, o ser humano encontra beleza noutro quando
descobre qualidades que valoriza como boas e amáveis. Assim ocorre,
racionalmente também, a respeito dos seres vivos. Mas, quando se admira um objeto
ou coisa, estabelecer que se ama o dito objeto, não deixa de ter conotações
subjectivistas. Deste modo, a maioria dos criadores que só seleccionam beleza,
chegam a “adorar” a estética porque nunca estudaram a fundo o carácter do
animal. Alguns juízes e responsáveis de Clubes caninos, devendo ser os garantes
tanto de uma como de outra qualidade, chegam a valorizar somente determinadas
linhas de beleza e os seleccionados nas exposições como sendo os mais “aptos”.
Como consequência, raças tão imponentes como o Cão de Pastor Alemão tenha que
ser diferenciada e compartimentada em Pastores Alemães de Trabalho e Pastores
Alemães de Beleza. Para eles é endereçada a nossa humilde pergunta: Von
Stephanitz criou uma raça, ou duas?
Se desvirtuarmos e não valorizarmos as provas de trabalho de
origem alemã, estamos irremediavelmente a acabar com o último filtro de
carácter e temperamento e, então, só ficará desta nobre raça uma foto numa
antiga revista da especialidade.
Quantas vezes observamos grandes campeões de beleza que,
mesmo à saída dos ringues, enfrentam possíveis situações que encaram como uma
ameaça (como por exemplo, o esbracejar ou o bater do pé de algum espectador,
que poderá estar junto ao ringue, com o intuito de testar em ambiente hostil um
exemplar que até lhe pode interessar como reprodutor para uma fêmea sua) e,
perante isso, rapidamente utilizam o mecanismo de fuga para resolver os seus
problemas de medo?
Esta é uma das muitas situações explicativas do que se pode
fazer com uma excelente raça quando se trata de a equiparar a outra, com o
mesmo nome, que foi obtida para luzir nos ringues de beleza.
Analisemos o problema sob o ponto de vista etológico. As
endogamias (criação intensiva em consanguinidade), principalmente as que estão
ligadas a muitas raças, é possível que favoreçam uma elite de criadores que
valorizam o factor crematístico (a área mercantilista de uma actividade) do
mercado mas nunca uma espécie, mesmo que seja doméstica. A existência de alelos
recessivos pode trazer como consequência, se cruzarem-se dois portadores, a
fixação de um mau carácter cromossomático. Quem julga ou detecta essa tara?
Podemos assegurar que essa tara não se tornará moda? Têm os criadores
conhecimentos de genética para poder lidar conscientemente com estes problemas?
Não tomaremos como doutrina o que realmente é uma mania de alguém não preparado
mas com uma grande dose de poder fáctico?
A resposta está na natureza que dota as fêmeas, de quase
todos os mamíferos, de um mecanismo de protecção do seu bem mais precioso, o
óvulo. Um macho pode equivocar-se porque sobra-lhe esperma, mas uma fêmea só
produz alguns óvulos nos seus ciclos estrais e, sendo assim, ela procurará os
melhores pais para os seus filhos. Seleccionará caracteres de dominância e
perfeição física (Robertson, 1979) ou a capacidade de sobrevivência e obtenção
de recursos (Verner & Wilson, 1966).
Dado que a fêmea desta espécie não está em liberdade devemos
ser nós que orientamos o seu Processo de Acasalamento tentando obter a maior
variabilidade como elemento adaptativo e degrau evolutivo. A selecção do futuro
semental deverá guiar-se pelos parâmetros, e por esta ordem: Saúde, Carácter e
Estética, conceitos idênticos àqueles que em liberdade resumiríamos como
Atitude.
Publicada por Sílvio Pereira
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
Em São Paulo !
Em cerimônia, governo anuncia projeto de centro de cães-guia na USP.
O Centro de Referência, primeiro público do país, tem como objetivo a criação e o treinamento de cães-guia, para pessoas com deficiência visual, além de também definir os parâmetros em relação ao uso do cão-guia e os métodos de treinamento.
O professor Visintin destacou que a importância do projeto vai além dos 30 animais entregues por ano, número esperado para o início dos trabalhos. O principal legado está no desenvolvimento de pesquisa na área, e na geração de recursos humanos que o local irá propiciar. “O mais importante é a política pública que vai sair desse projeto de ensino e pesquisa”, completa. Segundo ele, desenvolver pesquisa e ensino é o principal papel da universidade, e por isso é de extrema importância a participação da FMVZ no projeto.
A questão dos recursos humanos também foi destacada pela secretária Linamara Rizzo Battistella como importante para um maior desenvolvimento do uso dos cães-guia no Brasil. “O projeto cria uma linha de pesquisa, formando veterinários com essa capacitação”, afirmou.
Segundo ela, os cães-guia são uma grande ferramenta de acessibilidade, significando “independência, capacidade de autonomia para um deficiente visual”. Por isso, a criação de uma política pública como essa, que busca um maior desenvolvimento da prática, é de fundamental importância para a inclusão dessas pessoas.
“São Paulo ganha hoje a poli position como o estado que se preocupa com a qualidade de vida das pessoas", afirmou o governador Geraldo Alckmin, destacando a iniciativa do estado na criação de um projeto como esse.
O prédio
O prédio do Centro, com projeto concebido pela Fundação para Pesquisa em Arquitetura e Ambiente (Fupam), entidade ligada à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, será construído em uma área de 600 metros quadrados, nas proximidades da FMVZ. Terá quatro andares e contará com áreas de canis, destinadas à permanência, tratamento e treinamento dos animais, com capacidade para até 92 cães, além de uma área técnica e de pesquisa.
Outro ponto destacado no projeto é a sustentabilidade, com captação de água da chuva e equipamentos de geração de energia passiva, entre outros aparatos. A obra está orçada em R$ 2,5 milhões, e o prazo para entrega é de um ano, após o início das obras, que ainda depende das licitações.
Funcionamento
O programa funcionará da seguinte forma: será selecionada uma família adotiva para cada filhote, que cuidará do cão por um ano, com todas as despesas fornecidas pelo Estado. Nesse período, os animais serão visitados periodicamente por membros do Centro, que acompanharão seu desenvolvimento.
Passado o primeiro ano, os animais serão encaminhados ao Centro de Treinamento, onde passarão por adestramento específico para cães-guia de cegos, além de acompanhamento clínico feito por veterinários da FMVZ. O período de treinamento terá duração de quatro a seis meses, dependendo da evolução do animal. Após o treinamento, os cães guias serão encaminhados gratuitamente para pessoas com deficiência visuais selecionadas pelo programa.
O professor Visintin destacou que a importância do projeto vai além dos 30 animais entregues por ano, número esperado para o início dos trabalhos. O principal legado está no desenvolvimento de pesquisa na área, e na geração de recursos humanos que o local irá propiciar. “O mais importante é a política pública que vai sair desse projeto de ensino e pesquisa”, completa. Segundo ele, desenvolver pesquisa e ensino é o principal papel da universidade, e por isso é de extrema importância a participação da FMVZ no projeto.
A questão dos recursos humanos também foi destacada pela secretária Linamara Rizzo Battistella como importante para um maior desenvolvimento do uso dos cães-guia no Brasil. “O projeto cria uma linha de pesquisa, formando veterinários com essa capacitação”, afirmou.
Segundo ela, os cães-guia são uma grande ferramenta de acessibilidade, significando “independência, capacidade de autonomia para um deficiente visual”. Por isso, a criação de uma política pública como essa, que busca um maior desenvolvimento da prática, é de fundamental importância para a inclusão dessas pessoas.
“São Paulo ganha hoje a poli position como o estado que se preocupa com a qualidade de vida das pessoas", afirmou o governador Geraldo Alckmin, destacando a iniciativa do estado na criação de um projeto como esse.
O prédio
O prédio do Centro, com projeto concebido pela Fundação para Pesquisa em Arquitetura e Ambiente (Fupam), entidade ligada à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, será construído em uma área de 600 metros quadrados, nas proximidades da FMVZ. Terá quatro andares e contará com áreas de canis, destinadas à permanência, tratamento e treinamento dos animais, com capacidade para até 92 cães, além de uma área técnica e de pesquisa.
Outro ponto destacado no projeto é a sustentabilidade, com captação de água da chuva e equipamentos de geração de energia passiva, entre outros aparatos. A obra está orçada em R$ 2,5 milhões, e o prazo para entrega é de um ano, após o início das obras, que ainda depende das licitações.
Funcionamento
O programa funcionará da seguinte forma: será selecionada uma família adotiva para cada filhote, que cuidará do cão por um ano, com todas as despesas fornecidas pelo Estado. Nesse período, os animais serão visitados periodicamente por membros do Centro, que acompanharão seu desenvolvimento.
Passado o primeiro ano, os animais serão encaminhados ao Centro de Treinamento, onde passarão por adestramento específico para cães-guia de cegos, além de acompanhamento clínico feito por veterinários da FMVZ. O período de treinamento terá duração de quatro a seis meses, dependendo da evolução do animal. Após o treinamento, os cães guias serão encaminhados gratuitamente para pessoas com deficiência visuais selecionadas pelo programa.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
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